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O futuro da moda aos olhos do Sangue Novo da Moda Lisboa Comunidade

No âmbito da edição Moda Lisboa Comunidade, Andreia Reimão do concurso Sangue Novo na edição Moda Lisboa Comunidade, partilha a sua visão sobre o futuro da indústria da moda.

Transformada numa edição totalmente digital, a edição Moda Lisboa Comunidade irá contar com a presença de AWAYTOMARS, Carlos Gil, Gonçalo Peixoto, Luís Carvalho, Nuno Baltazar, entre outros.

Numa altura em que a pandemia do Covid-19 obrigou milhões de portugueses, e em todo o mundo, a confinarem-se longos meses em casa, não só o comportamento de compra mudou, com a forma. As compras online passaram a ser obrigatórias para muitos. Na indústria da moda não foi diferente. Mas também nesta indústria houve uma transformação na forma como as pessoas se vestem. As roupas mais formais ou smart casual de escritório foram substituídas por roupas mais confortáveis. E se esta é uma experiência que nos vai mudar para sempre, na forma como nos vestimos e nos relacionamos com a moda, o Mercado do Homem foi falar com o futuro da indústria em Portugal.

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Tornar a casa num local de trabalho levou a que houvesse uma procura por estilos muito particulares de vestir. Ao mesmo tempo versáteis. Para Andreia Reimão, participante do concurso Sangue Novo da Moda Lisboa, esta experiência de confinamento vai mudar o futuro da moda. E acrescenta que acredita que “vai começar a haver uma maior consciência em relação à velocidade da indústria e esta vai começar a abrandar e em consequência vários criadores de slow fashion/pequenos criadores vão começar a ganhar um maior destaque no meio de tantas marcas. Mas também sinto que quando voltarmos ao normal, as pessoas vão querer arriscar mais no que vestem e vão começar a usar tudo o queriam usar antes, mas não tinham coragem para usar.

Esta pandemia surge numa altura em que era imperativo uma mudança de comportamento de consumo de moda no que diz respeito a soluções mais sustentáveis e naturais. A inclusão em peças de roupa de materiais mais sustentáveis como fibras vegetais, qmilk, algodão orgânico, entre outros, está a crescer.

No entanto, para Andreia, existem questões de base que devem ser colocadas como prioridade. “A indústria ainda tem um grande percurso para fazer até ser realmente sustentável e algumas marcas estão a fazer um trabalho excelente, mas sinto que neste momento deviam começar a ter mais atenção aos trabalhadores fabris e realmente se essas pessoas recebem o salário delas e que têm boas condições de trabalho.

Para mim, uma peça só é 100% sustentável quando a pessoa que a fez está a ser tratada bem.

Já antes da pandemia, o tema da moda genderless tinha também aparecido em alguns projetos pontuais, mas com a migração para uma convivência forçada no mundo digital, este tem sido um tema que tem conseguido chegar a um público mais vasto. A estilista portuense acredita que “as coleções genderless têm aparecido cada vez mais devido à nova geração que se está a tornar adulta neste momento, que eu faço parte, e sinto que é um conceito que reflete a geração Z. Simplesmente deixou de fazer sentido a roupa ter género e todos nós devíamos ter a liberdade de usar o que quisermos.

Quando pensamos em peças de autor e com a migração para o online shopping, poderemos pensar que os estilistas poderão ter alguma vantagem nesta área, inclusivamente com o encerramento das lojas de fast fashion. No entanto, a também estudante de moda na MODATEX, acredita que “neste momento está a ser penalizado“. Isto porque “apesar de termos vários recursos de apresentações digitais e vendas online, sinto que a procura ou a necessidade de as pessoas comprar vestuário é menor“. No entanto Andreia tem esperança e diz que “quando tudo estiver mais estabilizado acredito que as vendas irão aumentar e não será preciso fazer parte de uma grande capital de moda para conseguir ter sucesso.

coleção "LOVE ME TO ETERNITY " andreia reimão moda lisboa

LOVE ME TO ETERNITY

“Love me to Eternity” é uma carta de amor a um mundo utópico. A coleção de Andreia Reimão apoia-se em referências como Barbara Levine (que reuniu fotografias de pessoas a beijarem-se nos últimos 100 anos, sem olhar a etnia, género ou idade), Nick Sethi e Senil Gupta (que fotografaram pessoas que viveram neste mundo apenas por momentos) e no estúdio Brieditis & Evan (trabalha técnicas têxteis de todo o mundo sob uma lógica de consciência ambiental). Tudo isto materializa-se numa visão ingénua de uma realidade possível.

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